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Arroba do boi segue caindo; confira os destaques desta segunda-feira

De acordo com a consultoria Safras&Mercado, a semana se encerrou ainda com viés negativo para a arroba do boi no mercado físico brasileiro

01/11/2021 07h51
Por: Redação Fonte: CANAL RURAL
Arroba do boi segue caindo; confira os destaques desta segunda-feira

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a semana se encerrou ainda com viés negativo para a arroba do boi gordo no mercado físico brasileiro. Segundo o analista Fernando Iglesias, a tendência de curto prazo é que os frigoríficos sigam tentando efetuar compras abaixo da referência média. Dessa forma, a pressão continuaria negativa.

Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram um dia misto, em que as pontas longas e curtas da curva recuaram, enquanto o meio teve leve avanço. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 258,85 para R$ 257,65, do novembro foi de R$ 271,10 para R$ 271,35 e do dezembro foi de R$ 287,00 para R$ 288,00 por arroba.

Milho: indicador do Cepea fica praticamente estável

O indicador do milho do Cepea, calculado com base nos preços praticados em Campinas (SP), ficou praticamente estável. A cotação variou -0,06% em relação ao dia anterior e passou de R$ 86,89 para R$ 86,84 por saca. Portanto, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 10,41%. Em 12 meses, os preços alcançaram 5,2% de valorização.

Na B3, a curva de contratos futuros do milho teve o terceiro dia seguido de alta e conseguiu retomar o patamar acima de R$ 88 por saca. O ajuste do vencimento para novembro foi de R$ 87,90 para R$ 88,44, do janeiro de 2022 passou de R$ 88,00 para R$ 88,81, do março foi de R$ 88,04 para R$ 88,58 e por fim, do maio saiu de R$ 85,08 para R$ 85,16 por saca.

Soja: saca recua no encerramento da semana

O indicador da soja do Cepea, calculado com base nos preços praticados no porto de Paranaguá (PR), teve um dia de preços mais baixos. A cotação variou -0,6% em relação ao dia anterior e passou de R$ 172,17 para R$ 171,13 por saca. Desse modo, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 11,2%. Em 12 meses, os preços alcançaram 4,46% de valorização.

Na bolsa de Chicago, as cotações dos contratos futuros da soja tiveram um dia de leve alta e seguem travadas no intervalo de US$ 12,45 a US$ 12,50 por bushel. O vencimento para janeiro, o contrato com mais negócios no momento, subiu 0,27% na comparação diária e passou de US$ 12,46 para US$ 12,494 por bushel.

Café: preços sobem no Brasil com dólar e bolsas internacionais

Segundo a Safras & Mercado, as cotações do café arábica subiram no Brasil, seguindo o movimento do dólar e das bolsas internacionais. No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação passou de R$ 1.240/.1245 para R$ 1.250/1255, enquanto que no cerrado mineiro, o bebida dura com 15% de catação foi de R$ 1.245/1.250 para R$ 1.255/1.260 por saca.

Na bolsa de Nova York, as cotações do café arábica ensaiaram uma recuperação parcial após dois dias de quedas e voltaram a se aproximar do patamar de US$ 2,05 por libra-peso. O vencimento para dezembro, o mais negociado atualmente, teve valorização de 2,00% na comparação diária e passou de US$ 1,9995 para US$ 2,0395 por libra-peso.

No exterior: bolsas renovam recordes nos EUA

Nos Estados Unidos, após um dia de descanso, as bolsas voltaram a renovar recordes e fecharam o mês de outubro com patamares históricos. O dia foi de ganhos mesmo com resultados mais fracos que o esperado da Amazon e da Apple. Os três principais índices de ações dos EUA fecharam nas máximas históricas.

O Dow Jones teve alta de 0,25% e fechou aos 35.819 pontos, o S&P 500 subiu 0,19%, aos 4.605 pontos, e por fim, o Nasdaq teve valorização de 0,33%, aos 15.489 pontos. Na agenda desta semana, o grande destaque é a reunião de política monetária do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos. O mercado aguarda novas sinalizações para redução dos estímulos

No Brasil: superávit primário do setor público surpreende em setembro

De acordo com o Banco Central, o setor público consolidado brasileiro registrou superávit primário de R$ 12,9 bilhões em setembro, muito acima das projeções dos analistas de mercado. Com isso, o déficit primário acumulado em 12 meses recuou para 0,63% do PIB, menor patamar desde 2015. No acumulado do ano, o saldo positivo é de R$ 14,17 bilhões, primeiros 9 meses positivos desde 2013.

Apesar de novamente ter apresentado bons dados fiscais, o mercado seguiu reagindo negativamente à perspectiva de aumento dos gastos em 2022. Dessa forma, o principal índice de ações da bolsa brasileira recuou 2,09% na comparação diária e ficou cotado aos 103.500 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial teve valorização de 0,37% e passou de R$ 5,6253 para R$ 5,6461.

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